quinta-feira, 3 de março de 2011

Nada ficou no lugar

De longe nada se vê.
De perto, as imperfeições.
Seu olhar vai sempre tão fundo, me enxerga mudo.
Me lê sem eu saber.
Não tenho como fugir. Não há o que fazer.
Fico tentada a ceder.
Entre e fique à vontade. Eis aí todos os meus pensamentos.
Muitos deles em Você.
Como uma casa vazia. Uma folha em branco.
Esperando o Seu escrever.

Your beautiful eyes

Eu quero os Seus olhos. Porque miséria é tudo o que vejo.
Eu quero os Seus olhos. Porque os meus estão cansados de sofrer.
Eu quero os Seus olhos. Porque minha visão embaçou, só vejo lágrimas.
Eu quero os Seus olhos para, enfim, ver Você.

{an old desire}

terça-feira, 1 de março de 2011

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

I gotta feeling

Eu tenho essa gostosa sensação de que minha vida vai ser muito feliz. Esse sentimento de segurança absoluta de que tudo vai dar certo, de que eu estou bem e vou continuar assim. Melhor, tenho certeza de que as coisas só vão melhorar e que o mundo me aguarda. É ótimo sentir isso, me dá muita vontade de continuar. Como é gostoso o sabor da vitória, mesmo que para obtê-la seja preciso combater, lutar, se esforçar.. bon, ça vaut la peine. Hoje mesmo me vi com os sonhos realizados, com uma lágrima na ponta do olho e com um sabor indescritível de gratidão. E é muito bom estar assim.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Poetizar

Quero inventar formas, transbordar sentimentos confusos em palavras bonitas. Descrever situações corriqueiras revelando sua beleza escondida. Desenhar o formato do sorriso de orgulho estampado no rosto em mil versos convexos.  Quero ter o poder de eternizar minha vida em frases. Quero que outros me leiam. Quero brincar com as palavras, mudar as vogais, aguçar as sílabas, me divertir. Divagar, extravazar, amar, poetizar-te.

Stardust

No meu céu de estrelas você brilha primeiro.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Clic [] Num galho, o resto seco de um recomeço

Lido e anotado _/ O tempo

A duração do tempo não transforma o que é no que deveria ser. 

{Livro: Conversando sobre ética e sociedade}

Clic [] As gerações se confundem

Lido e anotado _/ Second chance

Quando as consequências chegam, todos querem uma segunda chance.

{Fonte incerta}

Alimente-me ou te devoro

É bem essa mesmo a sensação. Como tudo aqui dentro é selvagem, dramático, impulsivo, arrebatador! Se o bom-senso vivesse em cativeiro, seria o meu fim. Meus monstros gritam comigo, falam sem pensar, são infantis e choram por qualquer motivo. Sempre esperam que alguém lhes diga o que fazer. Extremamente inseguros. Quando estão felizes, são felizes de vez. Esgotam a energia em brincadeiras sem fim e sorriem, muito. Quando tristes, são depressivos, engasgam a garganta, querem morrer. Ou me matar. Esses dias eu ouvi do orgulho: 'Alimente-me ou te devoro'. Minha resposta: 'Prefiro morrer a conviver com você'. E então ele se foi, ferido.

{Reflexões acerca do filme 'Onde vivem os Monstros'}

Saudade Doentia

Não consigo mais me adaptar. Convivi com esse sentimento por tanto tempo que hoje me dói só de lembrar. É de perder a respiração, descompassar o juízo, desordenar os pensamentos, esquecer da razão. Não existe mais a possibilidade de estar sozinha. Já não fica bem, não me faz bem. Falta, sempre falta. Vazio, espaço, buraco, escuridão. Dor, calafrio, cansaço, espera, não cicatrização. Desde que sou metade.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

New song

Lágrimas nos olhos, caneta e papel e já começa a vir. Borbulhos incessantes, vontade de expressar, soltar, deixar sair. Correr atrás do vento, esquecer por um momento, viver até sentir..

O que é a vida? O que é a vida?

Se olhas para mim, me vê até o fim. Cuidado, eu moro aqui. Seus olhos brilham assim, bonitos de sentir, cintilam tanto em mim. A vida passa leve, não pára, não espera. Convida-me a ir.

O que é a vida? O que é a vida?

Vejo o teu sorriso, tão branco, tão bonito. Quem dera o meu assim. Sua paz, sua leveza. Beleza não põe mesa, é belo para mim. Eu gosto de você, comigo vem viver, viver até o fim...

Quero sua vida.
A vida só é vida com a sua vida na minha vida...

sábado, 8 de janeiro de 2011

Growing up

É difícil crescer.
Custa milhares de roupas novas e sapatos de tamanhos diferentes.
É difícil crescer.
Custa lágrimas e acertos. Arrependimentos e erros.
É difícil crescer.
Dói. Fere. Rasga. Abre caminho.
Morre-se. Nasce. Põe-se em prática. Vira obsoleto. Morre-se mais uma vez.
Nunca finda. Nunca dá trégua. Nunca se para de crescer.

Raios e trovões

Engraçada a diversidade de coisas que as pessoas podem escutar de um mesmo som.

Para tantas pessoas os trovões soam como broncas colossais comandadas por ódio e rancor de alguém que faz questão de evidenciá-los com clarões no céu, como num letreiro luminoso. Os sons que se seguem são de gotas gordas que despencam das nuvens causando alvoroço, se misturando com a terra e produzindo lama, dificultando os passos, estragando penteados, arruinando tudo.

Mas para mim, os ruídos dos céus sempre disseram 'olha como sou grande e assustadoramente encantador', ou 'veja como posso ser forte e doce, poético e marcante ao mesmo tempo' ou sussuraram ainda reiteradas vezes ao meu ouvido um 'eu te amooooo' em letras garrafais brilhantes... vindas do céu, vindas de Deus.