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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Alimente-me ou te devoro

É bem essa mesmo a sensação. Como tudo aqui dentro é selvagem, dramático, impulsivo, arrebatador! Se o bom-senso vivesse em cativeiro, seria o meu fim. Meus monstros gritam comigo, falam sem pensar, são infantis e choram por qualquer motivo. Sempre esperam que alguém lhes diga o que fazer. Extremamente inseguros. Quando estão felizes, são felizes de vez. Esgotam a energia em brincadeiras sem fim e sorriem, muito. Quando tristes, são depressivos, engasgam a garganta, querem morrer. Ou me matar. Esses dias eu ouvi do orgulho: 'Alimente-me ou te devoro'. Minha resposta: 'Prefiro morrer a conviver com você'. E então ele se foi, ferido.

{Reflexões acerca do filme 'Onde vivem os Monstros'}

Saudade Doentia

Não consigo mais me adaptar. Convivi com esse sentimento por tanto tempo que hoje me dói só de lembrar. É de perder a respiração, descompassar o juízo, desordenar os pensamentos, esquecer da razão. Não existe mais a possibilidade de estar sozinha. Já não fica bem, não me faz bem. Falta, sempre falta. Vazio, espaço, buraco, escuridão. Dor, calafrio, cansaço, espera, não cicatrização. Desde que sou metade.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Growing up

É difícil crescer.
Custa milhares de roupas novas e sapatos de tamanhos diferentes.
É difícil crescer.
Custa lágrimas e acertos. Arrependimentos e erros.
É difícil crescer.
Dói. Fere. Rasga. Abre caminho.
Morre-se. Nasce. Põe-se em prática. Vira obsoleto. Morre-se mais uma vez.
Nunca finda. Nunca dá trégua. Nunca se para de crescer.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Meu limite

Tenho andado bem perto dele ultimamente.

sábado, 30 de outubro de 2010

Chatear alguém sempre entala a garganta e deixa um gosto amargo na boca.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Beleza é fundamental

Palavras nada agradáveis.
Más intenções. Motivação ruim.
Explicações cínicas. Falsa ingenuidade.
Engano cativo. Longa data.
Amor encoberto, intimidado. Suspiros de ódio e orgulho.
Mão retida, carinho não dado, olhares negados.
Partes de mim.

Beleza é fundamental, e eu descobri que nem sou tão bonita assim.

Digerindo-te

Nenhuma novidade.
As mesmas dores de antes.
Nenhuma novidade.
Ainda me sinto distante.

Gosto amargo na boca.
Lábios secos, voz trêmula, frases profundas.
Palavras presas no intestino. Má digestão.

Desânimo. Oscilação. Vontade. Indisciplina. Preguiça. Enjôo.
Necessidade: mastigação.

Banho

Água correndo pelo corpo e a vontade é de deixar cada gota levar um pouco de mim. Até o meu hoje se esvair pelo ralo. Dor na alma, desgosto. A mente não cansa de repetir aquela velha frase. Incansavelmente. Não sei. Não sei. Não sei. Espasmos de vitória. 23 horas de derrota.  Sumir, desaparecer, fugir, parar, desistir, recuar, explodir. Vontades.

Mas, por alguma razão, minha carne não é açúcar.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Está chovendo

Há certas coisas na vida que eu simplesmente nunca aceitei. Há certezas que eu sempre guardei. Há convicções que eu nunca deixei. Há traumas que eu nunca tratei.
Pra que servem as tempestades? Quando os meus castelos são molhados, somente o que é sólido prevalece. E eu descubro a realidade de alguns deles: pura areia. Enxergo convicções baseadas em costumes, em falsas verdades, em emoções, em sentimentos, em nada. Realizo a quantidade de hábitos baseados em falsos princípios, falso altruísmo, falso amor, mera religião.
Eu nunca estive pronta para os problemas. Nunca experimentei a realidade da dor sem superdimensioná-la ou sem me enxergar como mera vítima da situação. Sempre corri pro Refúgio como quem poderia me consolar, não como o próprio mentor da tormenta, não. Dura é a verdade, difícil, sofrida. Mas libertadora.
A Palavra que eu creio me diz que eu conhecerei a verdade e ela me libertará. Nenhum doente pode ser curado sem saber da sua doença. Nenhuma mulher pode preparar o enxoval sem saber que está grávida. Nenhum homem pode aprender algo sem estar ciente da sua ignorância. Da mesma forma eu não posso ser transformada sem saber que a minha forma de hoje está errada.
O processo não precisa ser lento, demorado, letárgico. O quanto antes se toma consciência, mais cedo se enfrenta o processo. A tempestade vem pra provar as construções, o material e o alicerce. Eu olho pela janela e eu sei, já está chovendo.

Diálogo de ontem

"E se fosse só eu?
E se não houvesse mais ninguém no mundo?
E se fosse apenas eu que te rejeitasse?
E se fosse só a minha boca que não te louvasse?
E se apenas o meu coração não te amasse?
Ainda assim o Senhor viria?
Morreria se fosse SÓ por mim?"

"Você acha que um pai que tem uma única filha e a quisesse de volta, mesmo que custasse a sua vida, não o faria?
Se um pai tivesse 5 filhos e um se perdesse, por acaso ele não deixaria os outros 4 para procurar o quinto?
Não importa quantos filhos sejam, eu nunca estive interessado nisso. O que importa é o valor de cada um. Você é extremamente especial, filha. Só não entendeu ainda o quanto. É só olhar pra cruz e você verá que, pra mim, você vale a minha Vida."

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Turbilhão

.
O que fazer quando a mente não dá conta e o coração não dá trégua?

O que dizer quando não se tem palavras nem se quer despejar frases prontas?

O que pensar quando não se vê melhora?

O que planejar quando não se tem perspectivas?

O que amar quando não se tem ninguém por perto?

O que olhar quando tudo está escuro?

Por onde andar quando não há mais chão?

No que acreditar quando tudo em volta desapareceu?

"Elevo os meus olhos para os montes, de onde virá o meu socorro? Meu socorro vem do Senhor que criou os céus e a terra."
Ela sempre tem algo a dizer.

Dias e dias

Dias vêm, é alegria no coração
Dias vão, é profunda dor e escuridão
Dias vêm, e tudo o que eu quero é cantar
Dias vão, e eu não sei o que falar
Dias vêm, e a dor aumenta
Dias vão, e a tempestade se ausenta
Dias vêm, e a minha mente vagueia por campos de descanso
Dias vão, e eu nem sei por onde ando
Dias vêm, e a tristeza me abate
Dias vão, e eu encontro escape
Dias vêm, e eu Te procuro
Dias vão, e pareço não estar mais seguro
Dias vêm, e o sorriso não me falta
Dias vão, e eu estou sem graça
Dias vêm, e eu não contenho as lágrimas
Dias vão, e elas não são convidadas
Dias vêm, dias vão
Dias e dias..
nada é em vão.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

O que é a sinceridade?

Sem cera, sem mascaras, sem capa. Só eu, as feridas e o Teu olhar de cura.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Quem sou eu?

Eu sou a certeza de que Deus existe e que a Sua misericordia dura para sempre.

sábado, 15 de maio de 2010

Superação

Hoje eu venci minha carne. Decidi radicalmente.
Acordei e fui malhar. haha
Feliz com o primeiro dia de superação. =D
E que venham todos os outros!