quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

At the end of the day

Sometimes I get a little sad. Something is missing and I know what, I always do.
When I think about my day, what I've done and what I've not, I can easily see you were not in my choices. 
And I miss it.
But why didn't I choose you? Why have I done other things and forgotten you?
Lord, I know you are my happiness. And I just want to be happy at the end of the day.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Passarinhos

Da minha cama eu ouço o som dos passarinhos. Como são singelos no seu cantar. 
Fizeram ninhos sobre a minha cabeça. 
Querem me ensinar a voar.

E nem precisam. Assim que ouço o seu canto, vôo com eles, vou a qualquer lugar. 
Como me encantam os passarinhos, quando cantam me fazem voar.

Vista Oculta - Capítulo IV

A tarde já estava acabando e aqueles raios de sol laranja-aroseados típicos de um fim de tarde começaram a entrar pelas janelas da casa. A essa altura, todos os objetos que não prestavam já estavam em pilhas separadas dos que ainda eram úteis. Jesus e a menina estavam cansados, mas felizes.

Quando aqueles raios tocaram o rosto da menina, Jesus a convidou para irem até a varanda do segundo andar da casa para verem o pôr-do-sol. Mal ele terminou de convidá-la, ela já estava no pé da escada que os levaria até lá. Ele realmente a conhecia. Se tem um momento do dia que Tainá mais ama, é certamente o pôr-do-sol. E lá estavam os dois, sentados na mureta da varanda, apoiados no corrimão, conversando e sorrindo aos últimos raios de sol daquele dia em que o Sol visitou a casa dela. Conversar com ele era tão gostoso! Ela sentia como se todo o resto pudesse esperar e como se cada segundo com Ele fosse precioso, inesquecível.

Ao fundo um som de pássaros embalava aquele momento único. O sorriso dele a penetrava e fazia com que seu corpo flutuasse. Sua alma dançava com a dele a cada frase dita. Seus corações se encontravam em pulsações tantas que ela se encantava com ele sem qualquer esforço. Seu olhar era tão doce, tão compreensivo. Ele era puro amor. Tão diferente de como ela O imaginava. De tão diferente beirava o oposto de tudo o que ouviu sobre ele. Ele era a educação, simpatia, polidez e o bom-humor em pessoa. Vez por outra, ele lhe afagava os cabelos, a trazia pra perto e deixava que ela se recostasse no seu peito num contato tão puro e singelo que ela quase dorme em seu abraço. Quando o último raio de sol se despediu daquele dia tão vagarosamente como se também apreciasse aquele momento, ela percebeu que dEle emanava uma luz tão forte e tão bonita que a hipnotizou por alguns instantes. Quando ela tomou consciência de si mesma, estava prostrada aos pés de Jesus aos risos banhados de lágrimas de pura felicidade. Ele também estava profundamente feliz e sorria pra ela o tempo inteiro. Deitados no chão a apreciar as primeiras estrelas ansiosas a começarem a brilhar no céu, eles deram as mãos. Olhando fixo para o céu, ela sussurou para ele: "Eu nasci pra isso, não foi?" Tirando o olhar das estrelas, ele a olhou fixamente e sorrindo respondeu: "que bom que você entendeu. Meu Pai e eu sonhamos com esse momento desde o começo dos tempos. Sim, minha menina, você nasceu pra ser minha. Nasceu pra viver comigo."

Ela estava tão embebida com aquele fim de tarde que nem percebeu quando adormeceu ali mesmo, tendo o teto por estrelas. Jesus a pegou nos braços e a levou até o quarto. Depois de a ter coberto e acomodado na cama, ele sentou ao seu lado e fez carinho nos seus cabelos até a lua aparecer na janela e se despedir daquela noite sublime para os dois.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Moon

Na minha sala tem uma lua.
                                   Brilho singelo, redondo, cheio.   seu brilho, sua luz.            
                       Minha lua não mingua nunca.                        Lua minha, dá-me
                 É minha janela para o céu,                                                     me seduz.
             é meu candeeiro.                                                                         me encanta,
                    Espelho de estrelas,                                            minha lua me ilumina,
                          reflexo da noite.                          Na escuridão da minha casa,
                                     Minha lua me leva além, amplia meu horizonte.

terça-feira, 5 de julho de 2011

O prazer de escrever

Quantas memórias escondidas em traços desenhados. Quantas saudades impressas em linhas cursivas. Quanto amor confessado em uma dúzia de parágrafos. Quantos pedidos e promessas gravados. No coração, o desejo. Nas mãos, a disposição. Nos olhos, os pensamentos, as intenções do escrivão. Até hoje não se sabia como contar os dias, quando uma luz se acendeu por entre cartas antigas e juras de amor. O prazer de escrever se faz na imortalidade da memória que, aguçada pelas palavras, traz ao leitor a possibilidade de re-viver o que se gravou.

domingo, 3 de julho de 2011

Lido e anotado _/ Flores

As flores não surgem nas primaveras, mas no rigor do inverno.
Nas primaveras apenas se manifestam.

Não tenha medo dos invernos. É o tempo das flores.
[Augusto Cury]

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Recomeçar

Recomeçar significa parar tudo o que se faz,
repensar os erros e iniciar tudo outra vez.
Recomeçar é também renunciar as certezas antigas,
os comportamentos de outrora.
É às vezes a única alternativa possível e a mais sensata decisão a tomar.
Mandar embora o desânimo, procurar forças de onde não se vê e caminhar. 
Até agora, não me resta outra coisa a fazer.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Thought

Não se pode fazer sempre as mesmas coisas e esperar resultados diferentes.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Madrugada

A noite chega e escurece o meu mundo,
permitindo às estrelas o seu mudo show noturno.
Seu brilho como lâmpadas pairam sobre a minha mente.
Como fruto de uma semente, inspiração nascente.
Tempo de pensar em nada, de distração.
Alguns insights detectados, caneta e papel na mão.
Noite de leituras: livros, vidas e fantasias. Todos ao meu dispor.
Sou filha da Luz, e como tal, escolho a escuridão como meu palco central.
Linda madrugada, você é minha. Toda minha.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Visita oculta - Capítulo III

Por ela, aquele momento não acabaria nunca. Que abraço gostoso ele tinha! Como era bom estar com ele e ouvir o que ele dizia. Mas Jesus tinha outros planos em mente. Rapidamente ele se levantou, convidando-a a fazer o mesmo.

- "É hora de trabalhar." - disse ele com um sorrisinho de quem sabe o que faz.
- "Como assim 'trabalhar'? - respondeu ela - Você é visita, esqueceu?"
- "Claro que eu não esqueci. Mas visita que se preze sempre deixa uma marca aproveitando ao máximo o tempo juntos e fazendo o possível pra que o anfitrião tenha um momento agradável, não é mesmo?"
- "Bom, se você acha assim, então fique à vontade e conte comigo!" - disse ela toda empolgada mesmo sem saber o que estava por vir.

Jesus, então, foi para os fundos da casa e voltou de lá com uma vassoura e pá nas mãos.
- "Tome, a pá é sua e a vassoura é minha." - disse ele com uma disposição estampada no rosto.
- "Como é que é? Você tá mesmo querendo dizer que você vai limpar essa sujeira toda aqui?" - perguntou perplexa.
- "Porquê? Você acha que não precisa?"
- "Não, Jesus, você não entendeu. A casa tá um caos. Precisa de limpeza urgente. O que eu não entendi é porque VOCÊ vai fazer isso. Você não precisa fazer isso... você, você é visi.."
- "Shhh.." - Jesus a interrompeu com um dedinho nos lábios e tanta graciosidade e convicção que a menina percebeu que nada do que dissesse o convenceria a largar aquela vassoura.

Uma hora e meia depois de começarem o trabalho, lá estavam reunidos e empilhados na sala todos os objetos e sujeira que foram encontrados nos cômodos: bichos de pelúcia antigos e sujos; os cacos de vidro que saiam do chão da cozinha; o vaso de flores murchas da beira da escada; as roupas rasgadas que estavam espalhadas pelo chão dos quartos; livros antigos e empoeirados e uma infinidade de coisas aparentemente inúteis e que seriam facilmente reconhecidas como lixo.
- "Então, Jesus, a gente empacota tudo isso e joga no lixo lá fora, né?" - perguntou ela convencida do que fazer.
- "Não, minha linda. Nós vamos separar o que presta do que não presta aqui." - respondeu ele com um ar de nem-tudo-o-que-parece-lixo-é que a deixou boqueaberta.
- "Mas não é mais fácil juntar tudo e jogar fora? Olha o tanto de coisa! Vai demorar séculos  até terminarmos!" - reclamou indignada.
- "Não estou com a menor pressa, Nah. - respondeu ele pegando um dos livros que estavam na pilha de coisas - Fique tranquila que eu vou te ajudar. Esse livro aqui mesmo, você já leu?"
- "Não.. ganhei de um amigo há muito tempo atrás e até hoje não li."
- "Então ele é uma das coisas que ficam aqui e não vão para o lixo."
- "Por que não, Jesus?"
- "Por que você ainda não experimentou dele, não viveu o livro. Não se joga fora algo sem saber o que/como é, entendeu? Além do mais, se um amigo te deu, ele deve conter alguma mensagem que ele gostaria que você soubesse."
- "Certo. Então, vamos lá.. Esse bichinho de pelúcia aqui, o que você acha?"

E assim a mocinha entrou no ritmo da limpeza e começou a se empolgar com a possibilidade de ver a sua casa limpa e organizada como costumava ser. E era tão bom contar com uma companhia tão disposta e agradável como aquela! Sempre ajudando, dando conselhos e palpites tão sábios que ela não hesitava em acatar. A vida, além de iluminada, agora parecia mais leve desde que ele entrou ali. E o ar... cada vez mais puro.

terça-feira, 15 de março de 2011

Clic [ ] Meu Carnaval

{Campinas, São Paulo}

domingo, 13 de março de 2011

Dele para mim

No Inverno, as Nuvens Choram
E Assim a Primavera Renasce, Em Flores,
No Fim de Todas as Lágrimas.

{Martins, T. 22 de fevereiro de 2011}

quinta-feira, 3 de março de 2011

Nada ficou no lugar

De longe nada se vê.
De perto, as imperfeições.
Seu olhar vai sempre tão fundo, me enxerga mudo.
Me lê sem eu saber.
Não tenho como fugir. Não há o que fazer.
Fico tentada a ceder.
Entre e fique à vontade. Eis aí todos os meus pensamentos.
Muitos deles em Você.
Como uma casa vazia. Uma folha em branco.
Esperando o Seu escrever.

Your beautiful eyes

Eu quero os Seus olhos. Porque miséria é tudo o que vejo.
Eu quero os Seus olhos. Porque os meus estão cansados de sofrer.
Eu quero os Seus olhos. Porque minha visão embaçou, só vejo lágrimas.
Eu quero os Seus olhos para, enfim, ver Você.

{an old desire}

terça-feira, 1 de março de 2011

Clic [ ] Happyness

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

I gotta feeling

Eu tenho essa gostosa sensação de que minha vida vai ser muito feliz. Esse sentimento de segurança absoluta de que tudo vai dar certo, de que eu estou bem e vou continuar assim. Melhor, tenho certeza de que as coisas só vão melhorar e que o mundo me aguarda. É ótimo sentir isso, me dá muita vontade de continuar. Como é gostoso o sabor da vitória, mesmo que para obtê-la seja preciso combater, lutar, se esforçar.. bon, ça vaut la peine. Hoje mesmo me vi com os sonhos realizados, com uma lágrima na ponta do olho e com um sabor indescritível de gratidão. E é muito bom estar assim.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Poetizar

Quero inventar formas, transbordar sentimentos confusos em palavras bonitas. Descrever situações corriqueiras revelando sua beleza escondida. Desenhar o formato do sorriso de orgulho estampado no rosto em mil versos convexos.  Quero ter o poder de eternizar minha vida em frases. Quero que outros me leiam. Quero brincar com as palavras, mudar as vogais, aguçar as sílabas, me divertir. Divagar, extravazar, amar, poetizar-te.

Stardust

No meu céu de estrelas você brilha primeiro.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Clic [] Num galho, o resto seco de um recomeço

Lido e anotado _/ O tempo

A duração do tempo não transforma o que é no que deveria ser. 

{Livro: Conversando sobre ética e sociedade}

Clic [] As gerações se confundem

Lido e anotado _/ Second chance

Quando as consequências chegam, todos querem uma segunda chance.

{Fonte incerta}

Alimente-me ou te devoro

É bem essa mesmo a sensação. Como tudo aqui dentro é selvagem, dramático, impulsivo, arrebatador! Se o bom-senso vivesse em cativeiro, seria o meu fim. Meus monstros gritam comigo, falam sem pensar, são infantis e choram por qualquer motivo. Sempre esperam que alguém lhes diga o que fazer. Extremamente inseguros. Quando estão felizes, são felizes de vez. Esgotam a energia em brincadeiras sem fim e sorriem, muito. Quando tristes, são depressivos, engasgam a garganta, querem morrer. Ou me matar. Esses dias eu ouvi do orgulho: 'Alimente-me ou te devoro'. Minha resposta: 'Prefiro morrer a conviver com você'. E então ele se foi, ferido.

{Reflexões acerca do filme 'Onde vivem os Monstros'}

Saudade Doentia

Não consigo mais me adaptar. Convivi com esse sentimento por tanto tempo que hoje me dói só de lembrar. É de perder a respiração, descompassar o juízo, desordenar os pensamentos, esquecer da razão. Não existe mais a possibilidade de estar sozinha. Já não fica bem, não me faz bem. Falta, sempre falta. Vazio, espaço, buraco, escuridão. Dor, calafrio, cansaço, espera, não cicatrização. Desde que sou metade.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

New song

Lágrimas nos olhos, caneta e papel e já começa a vir. Borbulhos incessantes, vontade de expressar, soltar, deixar sair. Correr atrás do vento, esquecer por um momento, viver até sentir..

O que é a vida? O que é a vida?

Se olhas para mim, me vê até o fim. Cuidado, eu moro aqui. Seus olhos brilham assim, bonitos de sentir, cintilam tanto em mim. A vida passa leve, não pára, não espera. Convida-me a ir.

O que é a vida? O que é a vida?

Vejo o teu sorriso, tão branco, tão bonito. Quem dera o meu assim. Sua paz, sua leveza. Beleza não põe mesa, é belo para mim. Eu gosto de você, comigo vem viver, viver até o fim...

Quero sua vida.
A vida só é vida com a sua vida na minha vida...

sábado, 8 de janeiro de 2011

Growing up

É difícil crescer.
Custa milhares de roupas novas e sapatos de tamanhos diferentes.
É difícil crescer.
Custa lágrimas e acertos. Arrependimentos e erros.
É difícil crescer.
Dói. Fere. Rasga. Abre caminho.
Morre-se. Nasce. Põe-se em prática. Vira obsoleto. Morre-se mais uma vez.
Nunca finda. Nunca dá trégua. Nunca se para de crescer.

Raios e trovões

Engraçada a diversidade de coisas que as pessoas podem escutar de um mesmo som.

Para tantas pessoas os trovões soam como broncas colossais comandadas por ódio e rancor de alguém que faz questão de evidenciá-los com clarões no céu, como num letreiro luminoso. Os sons que se seguem são de gotas gordas que despencam das nuvens causando alvoroço, se misturando com a terra e produzindo lama, dificultando os passos, estragando penteados, arruinando tudo.

Mas para mim, os ruídos dos céus sempre disseram 'olha como sou grande e assustadoramente encantador', ou 'veja como posso ser forte e doce, poético e marcante ao mesmo tempo' ou sussuraram ainda reiteradas vezes ao meu ouvido um 'eu te amooooo' em letras garrafais brilhantes... vindas do céu, vindas de Deus.